segunda-feira, 16 de junho de 2014

SOBRE BOMBA DE INFUSÃO (O QUE VOCÊ GOSTARIA E NÃO GOSTARIA DE SABER) PARTE 3



Continuando a saga da bomba de infusão, eis alguns dos tipos de acidentes que envolvem uma simples e aparentemente inofensiva bomba de infusão:

Fluxo livre – um mau posicionamento do equipo, ou o uso inadequado pode transformar uma simples infusão em uma overdose, pois o fluxo do fluido transportado para o paciente corre livremente através deste equipo colocado de forma imprópria. 





Interferência eletromagnética – se recordam da postagem sobre o “mito” (acesse INTERFERÊNCIA DE EQUIPAMENTOS MÉDICOS)? Pois é, uma B.I. pode sofrer uma interferência e sua programação poderá ser alterada e assim prejudicando a infusão do paciente.




Infecção e necrose no local da infusão – é realmente necessário que o local onde for colocado o equipo no paciente seja higienizado e que a pessoa responsável – enfermeiro(a); tenha o cuidado com o deslocamento da agulha no paciente, isso evitará possíveis desconfortos e traumas.




O custo de uma B.I. é de R$2.000,00 a R$9.000,00. Em hospitais pequenos, o número total de bombas não é muito elevado, porém em hospitais de médio a grande porte, que possuem UTI’s, Quimioterapias, o número de B.I.’s terá um aumento significativo.



Compra e aquisição de bombas de infusão:
A compra de todas essas B.I.’s terá altos custos, além da compra das bombas em si, deverá ser gasto tempo com treinamento para os operadores, compra de equipos, gastos com manutenção, calibração e será necessário guardar em caixa dinheiro para substituição das bombas que não são mais utilizáveis. Por esses motivos, a maior vantagem é ter um contrato de comodato com fornecedores de B.I., eles cedem os equipamentos e o estabelecimento de saúde compra os equipos, que variam (em torno de) R$1,20 (equipo universal) a R$6,50 (equipo específico). Neste tipo de contrato, a manutenção, calibração, substituição, treinamento é por conta da empresa contratada.

Por último, mas não menos importante, um esquema geral do funcionamento de uma bomba de infusão: o diagrama de blocos. (Extraído de Gerenciamento de Equipamentos Médico-Hospitalares - GEMA).


Para um bom funcionamento de bombas de infusão:
 
Rotinas de inspeção de B.I.’s, de acordo com um estudo realizado (artigo na íntegra: UEL Projetos).

1- Inspeção visual, que consistiu na verificação de avarias na carcaça, painel, cabo e sensor;
2-     Verificação do funcionamento da bateria;
3-     Limpeza e lubrificação dos roletes e do rotor;
4-     Verificação do funcionamento, através de testes de fluxo e oclusão.


Normas, leis sobre segurança e requisitos de materiais de infusão (equipo, bomba):

RESOLUÇÃO- RDC N° 4, DE 4 DE FEVEREIRO DE 2011 – Estabelece os requisitos mínimos de identidade e qualidade para os equipos de uso único de transfusão, de infusão gravitacional e de infusão para uso com bomba de infusão.

NBR IEC 60601-1 – norma geral que descreve os requisitos gerais de segurança aplicáveis a todos os equipamentos eletromédicos.

NBR IEC 60601-2-24 – norma particular/específica de bombas e controladores de infusão.

Veja também, as postagens anteriores:

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